Arbitragem é uma corrida. Seja pegando uma diferença de preço entre duas corretoras ou enfiando uma transação no próximo bloco antes de outro, toda a estratégia se resume a "chegar lá primeiro". E "lá" tem uma localização física — o motor de matching de uma corretora numa cidade, um nó RPC em outra. A distância entre seu servidor e esse ponto é latência que você paga a cada ida e volta, e é a parte que mais se subestima.
Então a decisão interessante para um bot de arbitragem ou MEV não é bem CPU ou RAM. É onde a máquina fica.
A localização é a funcionalidade
Tivemos um cliente que bateu exatamente nisso. O bot dele rodava no nosso nó alemão, tudo bem, mas a estratégia mirava um venue melhor alcançado da Finlândia — então movemos o serviço inteiro para Helsinque, mesmo plano, mesmo setup, só a região mudou. É o tipo de escolha que de fato move os números de uma estratégia de arbitragem, muito mais que um salto de specs.
Nossos nós ficam na Alemanha e na Finlândia, ambos perto de onde vivem muitos motores de matching europeus e nós bem conectados. Se sua estratégia tem um venue-alvo — escolha de propósito a região mais próxima dele; não deixe cair em qualquer lugar por padrão. (Aviso honesto: nosso fluxo de pedido ainda não deixa escolher a região no checkout; se precisa de uma específica, peça e depois nos diga para posicionar ou mover — por ora fazemos à mão.)
O que a máquina precisa
Menos que um rig de backtesting, e as prioridades diferem de um setup de market-making:
- Uma CPU que responde na hora, não uma enorme. A lógica de arbitragem é leve. O que importa é a máquina não estar ocupada com outra coisa quando a diferença aparecer. Alguns núcleos dedicados batem uma caixa grande mas barulhenta.
- Latência até seu alvo. Coberto acima — essa é a spec real.
- Um IP estável, idealmente dedicado. Corretoras que colocam chaves API na whitelist por IP, e provedores RPC que autorizam ou limitam por endereço, querem um fixo. Um plano de IP dedicado te dá isso.
- RAM suficiente para os streams. Uma assinatura de mempool, um cliente RPC e algumas conexões WebSocket de corretoras cabem confortavelmente em 4 GB juntas. Small ($8/mês) é o ponto de partida honesto.
Onde um VPS é a ferramenta errada
Dito claro, porque muitas páginas não dirão. Se sua vantagem depende de estar dentro do próprio data center da corretora, a microssegundos do motor de matching — um VPS compartilhado em qualquer lugar, o nosso incluído, não te leva lá. Isso é co-location, outro jogo (e bem mais caro). O que um servidor bem posicionado ganha é a corrida de milissegundos e blocos: arbitragem cross-exchange, arbitragem triangular, a maior parte do MEV on-chain, onde você compete em posição de rede e tempo de reação em vez de pura proximidade ao silício. Isso cobre a grande maioria de quem roda esses bots.
A parte cripto-nativa
Sua corretora já sabe quem você é. O servidor que envia as ordens não precisa. Cadastro por e-mail, pagamento em USDC ou USDT na Base, Ethereum ou Polygon, e você tem root em cerca de um minuto — sem cartão, sem documentos. Para um bot cujo trabalho inteiro é mover valor, manter a própria infraestrutura fora de qualquer rastro de KYC é só coerente.
Tranque como se guardasse dinheiro: chaves API só-trading com saques desligados, o IP na whitelist onde der, o servidor endurecido. E se você quer a visão agnóstica ao bot sobre dimensionamento e setup — a página VPS para bots de trading cripto cobre o resto.
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