WireGuard e OpenVPN são VPNs excelentes e péssimos em esconder que são VPNs. No Irã, na China e na Rússia, a inspeção profunda de pacotes (DPI) reconhece seus handshakes e os bloqueia — muitas vezes em minutos após o primeiro uso. O VLESS + Reality, do projeto Xray, resolve isso de outra forma: em vez de criptografar um handshake de VPN, ele imita o handshake TLS de um site HTTPS real e popular. Para o DPI, sua conexão parece exatamente alguém visitando um site comum na porta 443. Não há impressão digital de VPN para corresponder.
Rodá-lo em um VPS que você controla — pagamento em cripto, sem KYC — te dá um endpoint privado, resistente à censura, que é só seu.
O que o Reality precisa
- Um IPv4 dedicado. O Reality deve possuir uma
IP:443de entrada. Nano-IP (US$ 8/mês — IP dedicado, 1 GB RAM) basta de sobra para uso pessoal; suba se compartilhar em família ou rodar outros serviços. Nossos planos NAT não aceitam 443 de entrada, então um IP dedicado é necessário. - Muito pouca CPU/RAM. O Xray é leve — um endpoint Reality de um único usuário mal aparece. O IP importa mais que as specs.
- Uma localização fora da rede censurada. Alemanha ou Finlândia (UE) — rotas limpas, lei real de proteção de dados.
Escopo honesto
Isto é um endpoint privado resistente à censura que você controla — não anonimato. Sem KYC significa que não perguntamos quem você é; não torna o tráfego anônimo, e nenhum IP único é garantido de sobreviver para sempre nas redes mais agressivas. O Reality derrota o bloqueio baseado em DPI; não é proteção contra um adversário global que faz análise de tráfego.
Configurar VLESS + Reality (Ubuntu 24.04)
# plano de IP dedicado, shell root
bash -c "$(curl -L https://github.com/XTLS/Xray-install/raw/main/install-release.sh)" @ install
# gerar um par de chaves Reality (salve ambas as chaves)
xray x25519
# gerar um short ID
openssl rand -hex 8
Edite /usr/local/etc/xray/config.json — um inbound VLESS + Reality mínimo:
{
"inbounds": [{
"listen": "0.0.0.0",
"port": 443,
"protocol": "vless",
"settings": { "clients": [{ "id": "PASTE-A-UUID", "flow": "xtls-rprx-vision" }], "decryption": "none" },
"streamSettings": {
"network": "tcp",
"security": "reality",
"realitySettings": {
"dest": "www.microsoft.com:443",
"serverNames": ["www.microsoft.com"],
"privateKey": "PRIVATE-KEY-FROM-x25519",
"shortIds": ["SHORT-ID"]
}
}
}],
"outbounds": [{ "protocol": "freedom" }]
}
xray uuid # gerar o UUID do cliente para a configuração acima
systemctl enable --now xray
systemctl status xray
Construa o link VLESS a partir do seu UUID, da chave pública, do dest e do short ID, depois importe-o no v2rayNG (Android), Nekoray (desktop) ou sing-box (iOS/em qualquer lugar). Escolha um dest que seja um site HTTPS grande, sempre no ar e não bloqueado ele mesmo na sua região.
Por que EQVPS contra a censura
- IPv4 dedicado a partir de US$ 8/mês, todas as portas abertas, DNS reverso autogerido.
- Localizações na UE (Alemanha, Finlândia) — rotas limpas, forte lei de privacidade.
- Sem KYC, pagamento em cripto. E-mail para se cadastrar, USDC/USDT para pagar — nada do nosso lado liga o endpoint à sua identidade.
- Root em ~60 segundos. Imagens Ubuntu/Debian limpas; instale o Xray e você está no ar.
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